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A mostrar mensagens de Março, 2010

Curso de palavras

Beberei o vinho que me deres
Comerei se me envenenares
Cala-me se puderes
Falo se te calares
Diz apenas as palavras certas
Cala as que não queres
Sílabas doces são ofertas
Das lembranças que esqueceres
Podes fazer um discurso
Lavar as palavras antes das dares
O que não aprendes num curso
Não ouves se fugires

Não sei de cor nenhum poema

Era natural que tivesse nascido
Ensinaram-me coisas e aprendo
Fiz o que todos fazem mas não contam
O resto aprendi lendo
Cuidei de outros e ainda cuido
Ainda que de mim descuido
Depois dos dezoito queria anos pequenos
Sem Natal
Demorar mais tempo
Não fazia nenhum mal
Plantei árvores e escrevi livros
Das árvores que plantei
Escrevi música mas não gravei
Estive em muitos sítios
Em Paris chovia
Em Varsóvia arrefecia
Em Tóquio embaciava
Em Durban vi Pessoa
Tal como em Lisboa
E sempre no mesmo passo
Sempre que posso volto
Escrever é o meu tema
Mas não sei de cor nenhum poema

Morri

Morri uma vez de brincadeira
A ver a falta que fazia
Sentiram a falta à hora terceira
Não tinha ainda passado um dia

Maçãs

Como eu que vou pensar?
Se ainda sinto esse aroma a maçã
Como posso estar certo?
Se a noite trocou com a manhã
Como ver-te dormir?
Sem quebrar o meu sonho
Como posso abrir os olhos?
Se o mais perto que estive da loucura
Foi esse sonho

Como pode ser doce a maçã?
E manhã a noite
Como posso sonhar
E acordar
E ver que não foste

Como é que vou viver?
Se ainda sinto o sabor da maçã
Ou o cheiro da manhã
Como é que vou viver?
Se cheiro a ti
Se acordo de noite e é manhã

Era festa ( Ao Dia Mundial da Poesia 2010)

Era festa e era o teu dia
E choravas tinta da pena do poeta
E eras poesia
Sagaz e crítica
Bela e discreta
E eras luz nos olhos do triste
E tristeza nos olhos do poeta
Era festa e era o teu dia
E na vida de todos te diluiste
Eras poesia
E assim ficaste

Eram teus os meus olhos

Era do mar e da praia que falavam
Perto desse mar, os olhos verdes
Um mar que traz à praia
Aquilo que a olhar te perdes
Era em silêncio
Que os teus olhos eram poemas
Eram teus os meus olhos
Eram meus os teus problemas
Eram os teus olhos o oceano
Além do mar dos olhos
Eram beijos da madrugada
Ao som calmo de um piano

SUGESTÕES PARA O PROGRAMA "O CLUBE DOS VIVOS"

Deixem aqui as vossas sugestões ou enviem para:


clubedosvivos@saomamede.fm
Acontecimento da semana, crítica da semana, melhor e pior da semana, devaneio da semana, sugestões musicais...


Curtas Frias (IV)

Era bonito ver-te
Ler-te os lábios
Olhos sábios
E não perder-te

A tua construção

Abres os braços
Cerras os dedos
Destróis
E arruínas os meus medos
É de aço o teu peito
É de veludo o meu jeito
Muralha de pedra
Ao jeito da mão
Tijolo de mel
No cantinho do coração

NOVO

Veja a nova Página RÁDIO

O Regresso á Inocência

OLHA-TE AO ESPELHO (Letra de Música)

Olha-te ao espelho
Fecha os olhos e sonha
Esquece essa dor
Chora comigo essa vergonha
Nesta vidinha
Tudo é incerto
Olha-te ao espelho
Dor que dói também tem conserto

Esquece essa dor
Deita-te ao sol
Segue o rei na flor do girassol
Esquece essa dor
Que trazes contigo
Deixa-te apanhar
Por esse amor mendigo

Pede ao sol de mim
Amor e paz
Que eu sigo no vento as asas que ele traz
Levanta-te e sonha
Olha-te ao espelho e perde essa vergonha

Esquece essa dor
Deita-te ao sol
Segue o rei na flor do girassol
Esquece essa dor
Que trazes contigo
Deixa-te apanhar
Por esse amor mendigo

O CLUBE DOS VIVOS

Hoje na Rádio S. Mamede Portalegre - 19 horas

Estreia: O CLUBE DOS VIVOS

À volta da semana e antes do fim-de-semana vivem, olham e criticam de forma descontraída. Miguel Arriaga e Raul Cordeiro abrem as portas do Clube dos Vivos e num diálogo cúmplice experimentam criticar e olhar o mundo à nossa volta.Opinião, crítica, novidades, experiências novas e novas ideias.

É o CLUBE DOS VIVOS.

Rádio S. Mamede: 88,9 FM