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A mostrar mensagens de Março, 2011

Vácuo

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É de lá
Do alto longe do infinito
Que no vácuo
Oiço o teu grito
É no mesmo ângulo
Com que os teus lábios
Cantam as palavras
Que dobro o nevoeiro
Em movimentos sábios
Nada eu vejo
Para lá
Da tua paisagem
Nada invento
Nada sinto
Nada lamento

Poema Nuvem 5

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A tua alma à minha voz (letra de música)

Numa voz clara e cristalina Embalas-me nesse teu fado Meu corpo não quer, não espera Fica apenas envergonhado
Oiço-te na calma da tarde Veloz e ligeira A tua voz nessa melodia Meus olhos não querem Minha boca não diz
Para te ouvir O que eu daria
Numa voz doce e singular Fico a ouvir esse teu fado Minha boca não fala, não grita Fico apenas atarantado
Quem foi que disse Que se canta fado por vontade E amarrou a guitarra à voz Quem foi Que amarrou o rio à foz E a tua alma à minha voz
Numa voz clara e cristalina Embalas-me nesse teu fado Meu corpo não quer, não espera Fica apenas envergonhado
Numa voz doce e singular Fico a ouvir esse teu fado Minha boca não fala, não grita Fico apenas atarantado

A meu favor

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A meu favor um vento que sopra verde Da cor secreta Do reflexo a minha parede Uma sombra da árvore da minha vida Um refúgio Um murmúrio A minha guarida Tenho a meu favor a música De uma cidade Um jardim A meu favor tenho-me A mim

Se eu voar (Ao Dia Mundial da Poesia)

Dei-te os melhores anos
Dos anos da minha vida
Mas tu não és de poucas contas
E pedes sempre mais
Para mim dar
É mesmo dar
Sem pensar e sem olhar

Se eu voar
Vais-me agarrar as asas
Se eu voar
Voam comigo os sonhos
Se eu voar
Vais comigo
Atirar ao mar
As flores para me encontrar

Deste-me na palma da mão
Os teus sonhos
E eu guardei o teu beijo no coração
Mas eu não sou de poucas contas
E peço-te um chão
Um abraço, um beijo
E a tua mão

Se eu voar
Vais-me agarrar as asas
Se eu voar
Voam comigo os sonhos
Se eu voar
Vais comigo
Atirar ao mar

Silêncio... Proibido (letra de música)

Silêncio Proibido falar
Ardem os ponteiros De um tempo por chegar Não sei pedir ao tempo Que chegue devagar
Silêncio Proibido calar
É na tua voz Que sinto o tempo chegar Quem tem medo Quem cala Quem não guarda A voz em segredo
Silêncio Proibido cantar
É nestes versos que canto Canções de imaginar E imagino Que é imaginativo pensar
Silêncio Proibido imaginar

Ninguém ouve o que digo (letra de música)

Valerá a pena acordar mais cedo
Para ficar com os pés fora do cobertor
Se o sol nasce todos os dias
Mesmo quando não está calor


Ninguém ouve o que digo
Vou gritar sempre que quiser


Cobro a um cêntimo uma lágrima de felicidade
Barato ou caro quem sabe
Faço saldos em conformidade
Antes que suba o preço e o mundo acabe


Ninguém escuta o que oiço
Vou calar-me se quiser


Ando ao vento e à tempestade
Tapo a boca e calo-me bem caladinho
Não sei se sou o que quero ser
Mas sou pelo menos um bocadinho


Ninguém ouve o que digo
Vou gritar sempre que quiser


Ninguém escuta o que oiço
Vou calar-me se quiser

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enquanto dormias
plantei poemas nos meus pensamento
e saboreei sozinho o relento