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A mostrar mensagens de Dezembro, 2010

Feliz Ano Novo 2011

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The question of the year (to all my friends all over the world)

I don´t knowifI answerthequestion But howcan ayearnot to be And backagaintobeborn
On thecalendar
Next day
Softly
Inhisownbirthday?
It'samysterytohimself
Succeedhimself
Selfish
Artist
Be magic to itself
And born again The otherday

A pergunta do ano

Não sei se respondo à pergunta Mas como pode um ano que não foi Voltar de novo a ser, a nascer No calendário De mansinho No seu próprio aniversário? É um mistério de si próprio Suceder-se a si mesmo Egoísta Artista De passes de magia para nascer em si No outro dia

É Natal no meu jardim

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Foto: Raul Cordeiro



Não… Que ninguém se incomode com as pétalas Que a flor permanece Assim, hoje... É Natal no meu jardim Uma rosa nasce, floresce e morre Às vezes sossegada no seu cantinho E mesmo desfolhada Fica o cheiro No seu espinho A rosa é flor assim É Natal no meu jardim

Supetão

Peguei nele seco ao luar Em forma crua rectangular E pu-lo no chão No meu lugar De soslaio vi-o bater baixinho Pálido Bate e pára Bate e pára Pára de supetão Triste de seco O meu coração

Olhares

Esses olhos matam-me Mas posso garantir Que mesmo morto não saio daqui Não tenho para onde ir Plantareiaqui os pés Criarei raízes no espaço que ocupas Só para te olhar Ver, vencer E depois Morrer

o meu espelho (letra de música)

Olhei triste para o espelho Quebrou-se o feitiço no chão Li o meu nome no chão E fiquei de boca aberta Quase dei um tropeção Olhos feridos de olhar para mim Fiquei logo iludido Pus-me logo a imaginar Ficar cego de olhar para mim Limpei tudo bem limpinho Varri vidros pelo chão Olhei os meus olhos no chão Fiquei só a meditar Como se fosse um vidente Como se de repente assim Ficassem os meus olhos a olhar para mim O destino quis quebrar No chão triste o meu olhar Num dia perto do fim Um olhar a olhar para mim Minha tristeza subiu de tom Fez-se noite perto de mim Fiquei com espelho no olhar De uns olhos a olhar para mim Fiz-me forte e num repente Deitei fora uma ilusão Os meus olhos cruzam-se assim Tristes com outros Olhando por mim Olhei triste para o espelho Quebrou-se o feitiço no chão Li o meu nome no chão E fiquei de boca aberta Quase dei um tropeção Olhos feridos de olhar para mim

O que odeio

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Não sei forma mais simples de dizer isto Pronto, cá vai… Odeio-me Mais do que me odiaria Se me odiasse a mim próprio Porque escrever Faz de mim uma criança Com um rastilho A arder Porque não consigo ver cometas na noite Nem que a mesma me açoite Porque a minha mão esquerda É esquerda e não direita Porque olho a avenida E me surge sempre estreita Porque risco as folhas À procura do POEMA E ferem-se de bolhas Disseram-me hoje que não escrevo Articulo palavras Porque me odeio E isso faz da escrita Não um poema Mas um remédio Que odeio

novelo

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Se do teu cabelo caísse um cabelo Só um, sonolento Ao vento E sobre o céu escrevesse Um nome Seria o mais fino apelido De vento vestido De quantos o céu tem No seu novelo

Oco

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Oco…
Fiquei ao ver o mar
Cheio…
Depois de engolir
Salgadas
As lágrimas de Portugal

Poema Nuvem 4

Recadinhos

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Não… Não são recados O que planto nos meus campos Mas apenas pequenos rebentos Dos meus desencantos