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A mostrar mensagens de Junho, 2012

As minhas pontes (Republicação)

Há no encanto das flores
Uma ponte de mim para mim
Uma garra geológica
Pouco lógica
Como se a poesia que escrevo
Viesse em monte
Em onda trágica
Tornar-me seu servo
E da ponte emergem dois fins
E dois princípios, e um meio
E um receio...

Férias! (que estou quase a ter) e Verão que não vou esquecer (Raquel Cordeiro)

O primeiro dia de férias
Não há como descrever
Tudo é mais calmo e simples
e a qualquer hora posso comer
Verão é diversão
É piscina
São festivais de verão
É passear o cão
Para quem o tem
Senão…
Azar meu bem
Está hot todo o dia
E mesmo quando há trovões
Há sempre parvalhões
Que vão para a piscina
Todo o dia
Com a Maria
A Maria são todas as raparigas
Que quando há trovões
Vão para a piscina com parvalhões
No Verão vou à praia
Vou nadar ou comer um gelado
Ou as duas coisas
Dá tempo para tudo
Quando se é sortudo e destinado
Sortudo e destinado
É aquele que pode sempre comer um gelado

Raquel Cordeiro

Poema Português (Raquel Cordeiro)

Quando as portas do castelo se abriram
Todas as princesas caíram
E já com o rabo no chão
Se ouviu um gritão
Era a rainha
Tinha descosido a bainha
E o rei como ficou?
Rebolou, rebolou e rebolou

Raquel Cordeiro

flores roxas

Imagem
Não quero a serenidade
Mas há gestos que trazem no peito
O peso do mundo
E que tocam lugares desertos
Na forma justa medida
Da medida que é a vida
Não
Não quero números de circo
Ou trapézios verdes
Ou riscos
Quero apenas a angústia dos mortais
E rios de flores roxas
E outras que tais
Não quero estrelas
Nem sóis nem luas
Mas há gestos que trazem ao peito
O coração do mundo
Gestos que tocam fundo
Onde nascem peixes azuis
Onde eu nunca fui
Não quero números de magia
Ou cordas bambas
Ou risos
Ou sambas
Quero apenas a angústia dos mortais
E rios de flores roxas
E outras que tais