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A mostrar mensagens de Dezembro, 2014

Flash VIII - Os tempos do tempo

Disserto hoje sobre Chronos, Kairos e Aeon. A mitologia grega tinha três conceitos para o tempo. O tempo sequencial, cronológico ditador das coisas da terra e do seu crescimento e morte, personificado em Chronos.  O momento oportuno, a oportunidade, personificada em Kairos e o tempo da criatividade onde a medida não é ditatorialmente cronológica.  É este último tempo, personificado em Aeon, um verdadeiro tempo sem tempo. É este o verdadeiro tempo dimensional da poesia. Diríamos que este é o tempo da poesia, o tempo de Kairos o tempo do amor e o tempo de Chronos o tempo da vida? Todos amamos durante a vida nem que seja apenas a própria vida.
E sobre esse tempo construímos poesia todos os dias com os nossos gestos, as nossas palavras ou os nossos sorrisos. E esses gestos, palavras e sorrisos fazem-nos amar e ser amados. E somos fruto do tempo e dos tempos do tempo.

Carminho - O Sol, Eu e Tu

Mikkel Solnado feat. Joana Alegre - E Agora?

Confissões do tempo (republicação)

Não.
Claramente não.
Por mais que queiras não consegues separar-me dos teus dias. Vi-te ontem quando cruzava os horizontes da minha passagem, quando cruzava montanhas e saudades tamanhas.
Vi-te armada de tuas bagagens á beira da estrada como se
esperasses as minhas viagens.
Cheirei inebriado as rosas do teu cabelo e desfiei o teu novelo de razões na minha teia de emoções.
Confesso…
Chorei…
Mas ri do meu choro e ouvi nas minhas lágrimas o nosso riso em coro

Natal

Não se sabia sequer que era um poema
Aquele monte de coisas que cresceram no meu quintal
Cada verso, cada frase, cada ramo
Cada sombra da copa esperava por um Natal
Suspensa das vontades do Homem
Em adorá-la ao menos uma vez por ano
E adubá-la com estrelas, prendinhas e palavras
Surgiam luzes e imunes veios ao desengano
Não sabia sequer que o Natal era um poema
Que havia por ano uma vez só
Nem sabia de que poema se tratava
Nem o sabia de cor
Podia ser trágico ou de amor
Mas cresciam nela ramos novos
Ficam bonitos os velhos
E estrelas e bolas
Para as crianças se verem ao espelho
E era nesses dias que era árvore poema
Árvore de Natal
De crianças e homens
De um Natal por inventar