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A mostrar mensagens de Agosto, 2011

Sua Majestade

Sua majestade Passou um dia os seus olhos pelos súbditos E do alto dos seus olhos Olhou-te sem te olhar Porque tu não és um tu És apenas e só o suave fulgor de um habitar Um sonho inicial Um olho verde em tom floral amendoal Sua majestade exigiu respeito e deferência Com os olhos e o pescoço Uma breve reverência Porque tu não és um tu Mas apenas um esboço Um pedaço de carne em cima de um osso Sua majestade Adivinhou a jogada Viu a festa na corte Viu-te vestir por engano Em vez da pele de lobo Os guizos de bobo Sua majestade Mandou-te que sonhasses Mas majestade à parte Não viu que chorasses