
Picasse-te uma agulha no dedo mindinho
E chorarias lágrimas de espanto
Chuparias teu próprio sangue
Quebrarias o encanto
Não adormecerias ao som das flautas
Nem olharias teu príncipe
Serias do baralho a espada
E nessa hemorragia baralhada
Seria omisso o nobre naipe
A copa fugiria da mão
E mal contada a história
Num conto aldrabão
De tão distraída
Ficarias para sempre bela
Adormecida
Foto: Dina Goldstein
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