
Vagueio por florestas inacabadas e bato a várias portas de vários segredos
À porta do silêncio bato forte em voz alta e insisto com murros persistentes
E nas portas do espaço aberto, os meus olhos agitam-se para te falar, mas os períodos de calma roubam-te de mim, e em sussurros ensinam-me a tua língua entre dentes
Com a voz que nasce da liberdade recém-nascida, temo falar
Na minha pequena câmara da tranquilidade só falo com a voz do meu silêncio
Para que o meu silêncio, eloquentemente converse comigo
E não me consiga calar:
Pássaros brancos no mergulho oceânico, delicadamente
Um mar sem som e um céu mudo
Azul no azul fixado silenciosamente
Cor de céu de tom agudo
Identificado com silêncio ilimitado
Desajusto o ajustamento do universo
Num discurso bem guardado
De silêncio feito verso
Consciente e solitário, imortal e infinito
Reúno todas as coisas do meu coração
E parto à procura do silêncio não dito
Nos versos de uma silenciosa canção
Foto: Defeitos Comtemporâneos - Nuno Sacramento (olhares.aeiou.pt)
Comentários
Consciente e solitário, imortal e infinito
Reúno todas as coisas do meu coração
E parto à procura do silêncio não dito
Nos versos de uma silenciosa canção
"
Será esta silenciosa canção, a canção das florestas por onde vagueias solitário e consciente???
E não será esta floresta uma metáfora para a vida, e as portas opções???
***MUAH*** O teu melhor poema :)
Desculpa a minha humilde opnião :P
Mas, acho que estás a melhorar de dia para dia!
Escreves com mais intensidade...
Cada vez gosto mais do que escreves!
Identifico-me ainda mais, com a tua poesia :)
Um dia destes, lá vou eu, de ter ir a um lançamento de um livro de poesia teu ;)
Beijinho, amigo poeta é um prazer enorme vir aqui fazer-te uma visita!
Não, esqueço que foste o 1º a acreditar e a incentivar-me