
Fico quieto e mudo deste lado do horizonte
Deste lado do mar de todos os dias
Onde ser enrolam as ondas do mar sem laços
Onde perco os teus abraços
Onde cruzo o silêncio de um mar sem chão
Com a sombra dos braços teus
Que acenam um claro mas cinzento adeus
Uma vela, um barco ao longe, navegar de solidão
Encalhado numa praia onde não chegam as ondas
Desfazem-se fora dos olhos em voltas redondas
Onde verto em câmara lenta desgostos de não te olhar
Dava a vida toda para te ver chegar descalça sobre o mar
A viver deste lado do meu poema
A fazer-me companhia
Na construção do simples morfema
A beberes comigo a palavra fugidia
A desfolhar comigo as páginas do dia
Seres em carne e em paixão
A vida da minha poesia
Foto: emotional winter - grENDel (olhares.aeiou.pt)
Comentários
Mais um belo poema :)
Gostei mt deste!
Consegues-me surpreender, a cada poema que escreves!
Parabéns!
Não esqueças, aqui a amiga, quando editares o teu livro de poesia ;)
Beijinho grande, é um prazer ler o que escreves :)