A ALMA DE UM HOMEM NA SUA CALMA


Num lugar verde entre as colinas
Num pequeno vale isolado e silencioso
Que agora floresce profusamente
Ecoa um homem são, guloso e duro
Banhado pela névoa, é fresco e delicado
Como trigal de inverno e linho não maduro

Um homem humilde que nos seus anos juvenis
Sabia tanto de loucura como a que tinha feito
A sua primeira masculinidade exercera
Ficara esse amor perdido marcado no seu peito
E do sol, e do ar com brisa
As influências doces tremem por entre a sua camisa

A sua alma na calma sente a necessidade de sentir...

Este caminho ou aquele caminho por cima dessas colinas
A invasão, o trovão e as raivas felinas
E todo o choque de ataque calado
E conflito indeterminado - agora dito
Por acaso e na sua ilha nativa
Carne e gemidos ecoam debaixo deste sol abençoado


Foto: Alentejo verdejante... - jorge filipe pires (olhares.aeiou.pt)

1 comentário

Mensagens populares deste blogue

POEMA DE INDECISÃO

ESPERA MENINA, PELO BARULHO DOS GUIZOS

Natal