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POESIA DO NADA E DE COISA NENHUMA

Só me ocorrem rimas pobres sem sentido
Que falam de quase nada
Como me sinto perdido, desnorteado
Fico desesperado
Quero escrever e não penso em rima alguma
Não olho outra solução
Senão escrever sobre coisa nenhuma
Da poesia vejo a espuma
Que sobra da lavagem dos dias
Espuma suja das vidas lavadas
Pobres, algumas não rimadas
Como esta pobre poesia
Que fala de coisa nenhuma
Pode-se ler ao revés
Ou então de cima abaixo
Não vão encontrar nada que rima
Ainda que a leiam de baixo a cima
Fico mesmo sem jeito
Ao escrever esta enormidade
Ainda que seja verdade
E que lhe possa espremer a espuma
Este poema fala mesmo de verdade
De nada e de coisa nenhuma.

Comentários

impulsos disse…
Falando de nada
E de coisa nenhuma...
Estes versos que dizes
Serem sem rimas...
Dizem tanto
Do quanto
Te enriquece o sentimento
E o querer dizer
Mesmo não dizendo...
Sendo bolhas de espuma
Te servem de alimento...

Beijo

Está muito bonito e eu adorei!

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