Flash VIII - A felicidade, ainda a felicidade

A felicidade é um daquelas emoções básicas que integram a nossa bagagem pessoal de suporte essencial de vida tal como o medo, a tristeza e a ira.
Talvez um dos grandes desafios seja compreender a base biológica das emoções.
Assim, se a felicidade é uma emoção básica e tem uma base biológica haverá uma biologia da felicidade e uma biologia da infelicidade?
Entre a alegria e a tristeza ou entre o medo e a ira será a felicidade o racional da bipolaridade? Seria então o choro o racional da tristeza e o riso o racional da alegria? 
E será sinal de evolução biológica chorar de alegria ou rir da tristeza? 
Ou são apenas traições biológicas?
A felicidade parece sim tornar-se na nossa vida uma camisa de forças "florida" cujos limites são os estereótipos sociais.
Felicidade parece referir-se ao ponto em que a a nossa gestão quotidiana parece cruzar-se com a busca do impossível.
E se nesse caminho encontramos alguém (impossível não encontrar) as nossas felicidades encontram-se e aí somos felizes às vezes apenas com uma palavra, um olhar, um toque.

Será que aceitamos que a felicidade aumenta com a idade? Que vivemos de forma mais racional as emoções positivas quando somos mais velhos e de que alguma forma isso funciona como um fator protetor para a doença mental.
Porém com o aumento da idade também nos podemos tornar mais complexos avaliando acerca da mesma vivência emoções positivas e negativas.
A felicidade e a idade parecem ligadas por um eixo que as leva em simultâneo ao longo da vida. Com o aumento da idade tendemos a alterar os nossos objetivos instrumentais de longo prazo para objetivos emocionais de curto prazo.

Ao longo da vida vamos desvalorizando os nossos objetivos de exploração do mundo em favor de relações emocionais estáveis e de valores como a cidadania e a esperança o que nos torna mais seguros e por isso mais felizes e mais capazes de fazer os outros felizes.
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