Não sei ainda


Foto: Beatriz Lourenço


Não sei ainda
Porque mudaste de banco
E te plantaste à minha frente
Não sei ainda Porque sorriste à minha voz
Porque fizeste das tuas pernas nós
Não sei ainda
O que me levou a dizer-te para vires comigo
Talvez te quisesse segura Para ouvir a tua voz
Ou quisesse apenas experimentar o perigo

Sabes... 
Podia amar-te 
Indefinidamente 

Não sei ainda
Porque dormiste quando olhava para ti
Não sei ainda
Porque fingias a atração contingente
Porque caminhaste à minha frente
Sem olhar para trás
Não sei ainda
Porque te deixei tão facilmente
Ou talvez quisesse ser sério, estupidamente

Sabes... 
Podia amar-te 
Indefinidamente 

Não sei ainda
Porque te encontrei agora
Não sei ainda
Porque me cativam os teus olhos
Porque me fazes pensar tanto
Não sei ainda
O que fazer nem dizer
Talvez quisesse que estivesses aqui
E que bom seria para a minha canção ser diferente

Sabes... 
Podia amar-te indefinidamente
Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

POEMA DE INDECISÃO

ESPERA MENINA, PELO BARULHO DOS GUIZOS

Natal