às vezes há tardes

Foto: Raul Cordeiro


Às vezes há tardes que os meus braços
Não conseguem abraçar
E um grito surdo dos jardins onde passo
Há tardes em que levo a chuva no regaço
E grito sem a espada desembainhar
Enrolo-me sossegado no meu encanto
Respondo a mim próprio
Falo para dentro
E fica mais longínqua a aura do meu canto
Precisamos de rosas, espadas e açoites
Para fazer da tarde manhã
Para fazer de hoje amanhã

Mensagens populares deste blogue

ESPERA MENINA, PELO BARULHO DOS GUIZOS

POEMA DE INDECISÃO

Natal