Não há voz, não há sombra

Estou além, atrás da minha sombra
A cantar o bafo do Sol
Apraz-me o prazer que me assombra
A passo lento de caracol
Neste canto débil não há voz
Há apenas o contrário
O som que ouvimos quando estamos sós
Um silêncio estridente, arbitrário
Há um Sol que não brilha aqui
Nem faz a minha sombra
Uma luz que bate em mim e reflui
Uma luz que bate em mim e tomba

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