que a madrugada me açoite

Pensei hoje que podia mas não posso
Adiar o amor para outro século
Adiar este nó na garganta
Ou ler noutro dia o fascículo
Não consigo controlar o braço
Não posso adiar o que me encanta
Pensei hoje que podia mas não posso
Permitir
Que as costas carreguem a noite
Ou que a madrugada me açoite
Não posso morrer gelado
Antes de me deitar quentinho
Do outro lado
Pensei hoje que podia mas não posso
Não concebo a façanha
Mas posso não poder hoje
E poder amanhã
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