
Era teu esse corpo à beira-mar vaso das ondas
Linda, graciosa ao luar matutino
De seda a espuma e os teus cabelos
Azul a água e o teu destino
Serias a onda da minha praia
Seria eu a linha da tua saia
E desfiar-me-ia lentamente em novelo
Num movimento em silêncio paralelo
Livres as prisões e as costuras
Livres os braços e as ligaduras
Vou abraçar-te nua
No testemunho da lua
Será seda a tua saia?
Será solta a linha da cambraia?
Será só um sonho sedoso?
Ou um poema amoroso?
Foto: paulo coimbra amado - Vestido do Mar (olhares.aeiou.pt)
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