O REGRESSO: DEPOIS DE DURBAN


Nasce o Sol já alto à hora desejada
Cubata à sombra armada
O Índico ali tão perto na lagoa
Ensaiando nas ondas os versos de um menino Pessoa
É negra a cor da multidão
Mas vermelha a cor do chão
É de cor a pintura
Dissolvente de tensões e loucura
É tarde no mundo mas cedo na tua ternura
África, o centro de mim
Macia, tenra, criadora assim
Tem dança na música
E música na dança
Aviva a memória e fere a lembrança
Dos Gamas e Dias
De outros dias, de outra andança
É tu mãe savana
Em que este poema se inspira
Que a minha pena ama
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