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O REGRESSO: DEPOIS DE DURBAN


Nasce o Sol já alto à hora desejada
Cubata à sombra armada
O Índico ali tão perto na lagoa
Ensaiando nas ondas os versos de um menino Pessoa
É negra a cor da multidão
Mas vermelha a cor do chão
É de cor a pintura
Dissolvente de tensões e loucura
É tarde no mundo mas cedo na tua ternura
África, o centro de mim
Macia, tenra, criadora assim
Tem dança na música
E música na dança
Aviva a memória e fere a lembrança
Dos Gamas e Dias
De outros dias, de outra andança
É tu mãe savana
Em que este poema se inspira
Que a minha pena ama

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VERSO E REVERSO

Se eu fosse um verso Seria com certeza um verso do inverso Escrito de trás prá frente Ou visto á lupa e á lente Se eu fosse um verso Teria que ter uma poesia para nadar Uma frase para rimar Um texto, um mar pra navegar Se eu fosse um verso Podia rimar com várias poesias Uma nova todos os dias Se eu fosse um verso Só, apenas, um simples verso Monossilábico, mesmo do inverso Seria a só a palavra Que a poesia do verso Quisesse Que fosse Se eu fosse um verso seria um pássaro Que faz das frases ramos E das poesias enganos Se eu fosse um verso Seria eu verso Mesmo do inverso Seria meu E nenhuma poesia reclamaria É meu Mas era se fosse um verso Como não sou verso nem do inverso Sou apenas o inverso do verso Sou o reverso Foto: Rodinhas1. - Ed Ferreira ( olhares.aeiou.pt )

DESCULPA-ME

Sinto… Ter feito nascer tua tristeza Despertar a tua fina dor Sei que te fiz sentir mal Desculpa despertar o teu amor Sinto muito por amar-te afinal Desculpa tudo o que fiz Sinto muito por ser quem sou Amar-te foi o que quis Não sei agora O caminho Para onde vou Montado no meu corpo Saborear este amor Que no final Soube a nada e a pouco. Foto: India - Maaria Antónia Bueno (olhares.aeiou.pt)

zonzo

Sabes Gosto de ir até ao fim À esquina à espera de mim Algures no sítio onde me procurarem Mora a felicidade Assim zonza, é parte de mim Música: Tonto por ti - Azeitonas