NEM BARCOS DE PAPEL


No lago das minhas lágrimas
Há-de navegar um barquinho de papel
Mensageiro de mim
Um barquinho colorido amarelo pastel
Nele há-de flutuar a minha cidade
E carregar no papel das velas
O nome da felicidade
Ficarei a vê-lo do cais do passeio
Cruzar lento o fundo da rua
E parar espantado e molhado
Nunca lhe ensinaram aquele caminho
Nem o Sol nem as estrelas
Nem a lua…
Nem como navegar sozinho
Nem a navegar à vista ou à bolina
Nem como lidar com o vento depois da esquina

Foto: Yokohama by night - Raul Cordeiro (olhares.aeiou.pt)
Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

POEMA DE INDECISÃO

ESPERA MENINA, PELO BARULHO DOS GUIZOS

Natal