MAIS... NADA




Mais vale ficar calado no instante
Completar os cromos de uma vida
Não sou frio ou distante
Apenas trato a poesia de forma desmedida
Sou irmão da distância
Das estradas escuras e claras
Salto paredes e muros
Canto palavras tão raras
Ergue-se em mim o edifico das palavras
Pedras juntas por argamassa
Não sei se fico
Ou se aproveito a boleia do dia que passa
Sei, isso sim, sei que faço poesia
Ritmo as minhas asas
Pelas palavras que ergo
De palavras mudas e escravas


Foto: nada... incessantemente nada - MARIAH (olhares.aeiou.pt)
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