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Apelido: LUA


Aceitas que nas asas de um papagaio azul
Te ofereçam o mundo para iluminar
À margem de profecias corrompidas
Aceitas proteger o naufragar
És a parte feminina da noite
Serás suave 
A possuir o dia sem despedidas
Dizem que vivem em ti os poetas
Para olharem do céu a bola azul onde assentam os pés
Mas não a mente
E um poeta sente...
E o tempo atrás do tempo
Traz novidades nas asas de um papagaio azul
E cresces e minguas rumo ao sul
És crescente e minguante
Cheia e nova
Nem ele te é indiferente
Aparece apenas a medo de dia
E em segredo
Dizem que és pó mas és poesia
E apareces assim todas as noites
Nas asas de um papagaio de fantasia
Foto: Noite de pesca - Fernando José Mesquita dos Santos (olhares.aeiou.pt)

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VERSO E REVERSO

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DESCULPA-ME

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zonzo

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