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um dia ao virar da tarde


Era um dia nítido demais para ser negado
Para sentir na pele o mistério dos poetas
Que amam sem ser amados
Que beijam sem ser beijados
E trabalhos e canseiras
E ventos e poeiras
E dores e panaceias
E recantos escondidos
Que tolhem as nossas ideias
Não esperava que fosse madrasta
Nem que chutasse para canto
Mas tão só que falasse e ri-se
E espalhasse o encanto
Mas entre rios e pedras
E flores e ervas
Será acertada a maré
Será verdade até
Que um dia ao virar da tarde
Mais cedo do que noite
Será dissipado o mistério
Será desfeito o silêncio
E será verdade que por entre o teu vestido de folhos
Se cruzarão os nossos olhos

Foto: estilhaços de vidas - www.paulocesar.eu - paulo cesar (olhares.aeiou.pt)

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