
Diria O’neill que há palavras que nos beijam
Digo eu que me custa que assim sejam
Leves brisas que passam e não oiço
Planícies e tempestades
Velhices e idades de pasto curto
Digo eu que perdes por ser assim
Calado e mudo
Ouvidos moucos a quem gosta de ti
A quem te vê sem te ouvir
A quem te ouve sem te ver
A quem te olha sem te falar
A quem te quer sem te ter
Digo eu que não sou sábio
De ideias nem de razões
Que sofrem muito os corações
A mente, as unhas e o lábio
É mentira, não acredito
Que possas fazer do vento uma brisa
Que te seja indiferente o olhar
Que te seja presente a ausência
E desconhecido o chegar
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