MÁQUINA DO MUNDO


Será no fim do fim do século

Que esse amor verá luzes, estrelas e cometas

Quando do tempo não houver memórias ou sombra

E não puderes brandir a baioneta

Mesmo que o tempo acabe

Não acabará a história

E na traição da memória

Serás cinza, brasa e lume

Em profundo silêncio o teu ciúme

Vazia a moldura, ausente o lugar

E uma ligeira névoa sobre a memória e a história

Será só no fim do fim do século

Que virão as cores

Misturar os teus amores

Porque tais coisas não foram feitas para os teus dias

E…

Mesmo que olhes o céu e sorrias

Vale a pena esperar

Se não esperares pelo fim do fim do século

Será esse amor filho trémulo

De um amor fraco da máquina do mundo

Mais superficial que profundo

Foto: Máquina do tempo - Marcelino Teles (olhares.aeiou.pt)

1 comentário

Mensagens populares deste blogue

POEMA DE INDECISÃO

ESPERA MENINA, PELO BARULHO DOS GUIZOS

Natal