SEI DE UM OLHAR


Sei de um olhar brilhante

Sem princípio nem fim

Que se deita no mar e me mata

E dança á noite no meu coração

Sei de um sonho de páginas

Contrário à ciência

Que vive quando finda a música

Que gasta a minha paciência

Sei da realidade

Sei da verdade

Sei da escrita e das vozes

Sei do silêncio dos meus ossos

Sei da minha almofada

Sei que gasto o mundo

As fraquezas e os colossos

Sei da inquietude e da vaidade

Mas sei também

Que o tempo e a distância

Não gastam a idade

Foto: theres something in my nose - Daniel Oliveira (olhares.aeiou.pt)

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