
Serei por estes dias que nascem
Pó da terra ao vento Um pouco de nada
Um gostoso lamento
Serei por estas noites que caem
Luar de relento vivo
Mistério do escuro
Folha de Outono
Amarelo cativo
Serei por estas tardes frias
Gelo a derreter de calor
Pingo de chuva no teu nariz
A sofrer a minha dor
A ler o que o futuro diz
Serei por estas manhãs de alvorada
O romper da luz
E o terno entardecer
Da tua madrugada
Foto: ~J - Luis Zilhao (olhares.aeiou.pt)
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