O CORPO PELO FIM DO DIA


É já a noite do dia
Devagar se sentem os pés molhados
Imóvel serenidade da tarde
Crepúsculo de intensidades
Coisas saltam e pessoas roçam
O corpo pelo fim do dia
Na tristeza da alegria
E se não houvesse montanhas a escalar
Na escalada do dia
Perderia o sonho a altura
Perderia a noite o dia
Se não houvesse verdade
Nas histórias de saudade
Seria apenas fantasia
A saudade que sinto do dia
Se não houvesse enigmas e labirintos
Nem sonhos bem distintos
Perderia o sonho a altura
Perderia a noite o dia

Foto: silêncio do corpo - Renata Beatriz Müller (olhares.aeiou.pt)
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