
É salgada a tua silhueta
Azeda a espera dos braços e dos abraços
Saudosa a maré dos veleiros
Triste a espera pela mão branda do Outono
Desinquieto o meu sono
É quando...
Prefiro os odores aos cheiros
Prefiro o estalar das castanhas
Às dores das minhas entranhas
Prefiro o vento do dia
À chuva da noite
Prefiro a praia ao mar alto
A solidão ao assalto
Prefiro a carta ao postal
A chuva ao lamaçal
O açúcar ao sal
A voz do poema
Ao mais fugaz dilema
E prefiro... ainda
O sal do teu corpo
A um mar quase morto
Foto: CÓDIGOS - Paulo Madeira. www.paulomadeira.net (olhares.aeiou.pt)
Comentários