TU, MINHA SIMPLES NOITE (XII Concurso Luso-Poemas - (N)a escuridão da noite)


Se fosse apenas mais simples
Viajar pelo campo das tuas flores
E inconscientemente esmagar as minhas dores
Não estar amarrado à loucura dos sonhos
Mesmo que eles mudem em cada noite, em cada colina
Mesmo que os erros sejam o meu açoite
E seja cego n(a) escuridão da noite
Mesmo que seja noite de tempestade
E os relâmpagos sinais de vitória
Mesmo que escureça antes do fim da nossa história
Seja o amor amargo
Que eles nos abandone frios no breu
Que não compense a viagem
De mim para ti
Estimo os intervalos curtos dos trovões de Agosto
Lava a chuva o teu e o meu rosto
Lava o sono e deixa os sonhos
Mesmo que os erros sejam o meu açoite
E seja (eu) n(a) escuridão da noite
Mas acordado e desperto
À luz do teu excerto


Foto: Pássaro da Noite - Margarida Araújo (olhares.aeiou.pt)
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