
Não basta abrir a janela
E ver que não chove
E ver que o mundo se move
Não basta partir com o olhar
As muralhas da cidadela
É preciso sentir a pedra
O frio e o luar
Não basta por os pés no chão frio
Se não aprendes a caminhar
Se o tempo te cheira a bafio
Não basta ver os outros
Em território baldio
Não basta ver no espelho
A imagem que queres
É preciso que outros vejam
A magia de seres
Não basta seres homem ou mulher
Não basta fintares o engano
E esconderes as lágrimas
De um jacto artesiano
Não basta seres só tu
E o teu segredo arcano
Não basta ser assim louco
Pois ser louco
Neste mundo já é pouco
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