
Sejam as mais íntimas memórias
Surdas e mudas
Se a memória for cega
E a tua presença táctil marcar a minha mão
Como o teu nome que gravo no chão
Sejam a tua cintura o meu apoio
E a tua pele incrustada na minha
Seja o gesto redondo do teu corpo
O descanso da minha retina
E a água da minha sede
E o teu perfume
Um rio colorido de aromas
Que escorrem sobre vales e montanhas
Sejas o que a minha memória deseja
E o resto que eu ouça e veja
Foto: ADRIANA... - Arlinda Mestre (olhares.aeiou.pt)
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