PÓ FRÁGIL


No princípio não havia pensamento além das coisas do momento. Havia liberdade para ver os pensamentos mas não para ser pensamento. Mas os pensamentos não são como eu que sou apenas uma parte da árvore onde nascem os teus poemas. Os pensamentos vão mais além da floresta.

O que nos guarda vivos, o que nos permite viver?
Há outro mundo além deste de pó frágil?

Podemos requentar a nossa vida e voltar a saboreá-la?
Deve o nosso instinto ser ágil?

Devemos nutrir esperanças em vão?
Lutar explica tudo e vence o mal?
Mesmo o volume selado fechado do teu mistério?
O tempo quando avança guarda a memória do seu passo habitual?

O tempo nunca encontra um lugar para descansar a dor?
As flores morrem indignas de uma segunda Primavera?
O Homem… Não é seguramente uma flor inferior?
Foto: ...playing games... - carlos peres (olhares.aeiou.pt)
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