
O mundo é demasiado grande para nós dois
Reduz a pó os nossos poderes
Entregamos-lhe os nossos corações, um benefício sórdido!
Pobres de nós, indefesos seres
Neste fado mar que desnuda o peito à lua
É dele o nosso amor e tudo
Nessa nau que nele flutua
Os ventos que uivam em todas as horas
E as velas adormecidas
Que no chão a cera choram
Como um pagão que amamenta um credo gasto
Neste navegar perdemos o norte e o rasto
Podia eu, estando neste prado agradável
Procurar a tua presença
E vislumbrar o que me faria menos gasto?
Foto: Going Up - Graça Loureiro (olhares.aeiou.pt)
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