CANCÕES DE MAR E DE TI


Deitas teu peito de prata
À sombra do luar dos meus olhos
Ondulas teu corpo fumegante
Em ondas e marés
Colhes no meu corpo meus restos
De seara e restolho
Descansas teu esforço e respirar

Na pausa do meu convés
Queria ser teu astrolábio
Levar-te para onde for
Ser teu norte e tua estrela
Sugar o teu amor

Ser teu pássaro e tua árvore
E ainda tua raiz
Ser teu beija-flor
Voar sem fim no teu país
Andar pelas nuvens feliz
Gritar teu nome já
E andar perdido por aí
Nadar contigo nessa praia
E deixar-me levar
Perder o fôlego
E voltar a respirar
Ir ao fundo de ti
Como vou ao fundo do mar

Na pausa do meu convés
Queria ser teu astrolábio
Levar-te para onde for
Ser teu norte e tua estrela
Sugar o teu amor


Foto: Caminhos - Isabel Gomes da Silva (olhares.aeiou.pt)

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