PASSATEMPOS DE IMPOSSÍVEL


Oculto no aberto veio de um segredo teu
Oiço atento o distante e toco o intangível
Fito o futuro do que nunca vi
Vivo passatempos feitos de impossível
Alcanço nos teus olhos fragmentos do meu pensamento
Espalho com os meus, fórmulas de omnipotência
Assim homem
Na minha pequena casa feita do pó de terra
Marco meus passos em certa cadência
Cresço em direcção ao horizonte
E sozinho, empoleirado
Investigo a minha mente
No alto telhado das coisas
Cercado por coisas mortais
Fico ofegante
E outras ânsias que tais
Como na respiração rara da estratosfera
À espera da tua fonte…
À espera da tua guerra…

Foto: Time & Again - Alba Luna (olhares.aeiou.pt)
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