INCÓGNITO


Um pensamento
Uma melodia
Uma ressonância
Quem chama meu nome?
Quem invoca a minha substância?
Quem limpa a amnésia?
E adivinha a minha circunstância?
Incógnito em pensamentos mundanos
Oco em melodias do povo
Ressoam em mim teus ecos
De canção cantada de novo
Eclipsa-se o meu coração
Em chama incandescente e fluente
E aos olhos da minha gente
E qual ave no firme do céu azul
Liberto meu coração da prisão
De um pensamento de saudade
De uma melodia triste
Do ressoar da verdade
E no folgar de um esgar asfixiante
Penso em ti
Canto para ti
Ecoo em ti

Foto: reflexos - miguel pereira (olhares.aeiou.pt)
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