MAS VOLTAREI SEMPRE AO TEU PERFUME DE JASMIM


Devo manter as minhas mãos

E virar a minha cara ao fogo

Devo olhar os meus dias mortos

Fundindo-me em conjunto na escória

E acabar com este triste jogo

Acabar com esta triste e vã história

Ver as cenas depois do meu passado

Fundir minha massa num fogo que se afunda

Como um pássaro branco estranho levado para fora do mar gelado

Como musgo pesado numa árvore fecunda

Como um pássaro do norte distante

Voando de asa partida, ofegante

Que se arrasta e cai no teu jardim

No fundo da minha vida

Vou de lugar em lugar em busca de lançamento

Mas voltarei sempre ao teu perfume de jasmim

Foto: The world exploded into love - João Dias (olhares.aeiou.pt)

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