PRESO NO CANTO DO TEU SORRISO


Como um cacho no canto do teu sorriso
Brotam tuas sílabas indigentes
E teus olhos contemplativos
Cravados de gotas cadentes
Acompanham docemente teus cabelos altivos

Falas e gritas comigo com o desdém
De quem despreza as lágrimas
Choras a rir de mim, teu refém
Nas grades desta paixão
Desesperado à procura de uma fuga
De um amor feito prisão

E num assomo de luz cadente
Descubro a solução de magia
De uma fuga incandescente
De escapatórias originais
Para viver nesta cela da vida
Só amando ainda mais, e mais.


Foto: (Seguro) A Lágrima - Nuno Lopes (olhares.aeiou.pt)
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