
No mundo em que penso que vivo
O meu destino fala-me pela manhã
Guarda-me nas noites que não adormeço
Protege-me das pedras em que tropeço
Fala-me ao ouvido uma melodia estranha
Chama por mim com belas palavras
Doces e fáceis de passar para o papel
E num breve instante fulminante
Numa orla de papel brilhante
Realçam na melodia um breve decibel
Meu destino é escrever a vida
De palavras de mel e de fel
Numa folha transparente ao luar
E enquanto houver respirar
Fazer da minha pena um pincel.
Foto: Deixai os sonhos voar... - António Mateus (olhares.aeiou.pt)
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