
Tenho sonhos desbotados
Revendo meus medos guardados
Em arcas de esperanças selvagens
Assalta-me a minha imaginação
Em filmes de tristes imagens
Aquelas preocupações mundanas
Dos curtos dias de Inverno
Ao fundo uma música triste
Meus sonhos são um inferno
A imaginação divaga assustada
Pelos meus sonhos de amor
Nalguns golpes e medos
Revejo e sinto a minha dor
Ao fundo uma luz brilhante
Faz doer meu olhar fechado
Acreditava no meu fingimento
E fingiria estar a sonhar
Se não estivesse acordado.
Foto: Sonhos desbotados - Raul Cordeiro (olhares.aeiou.pt)
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