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HINO DA NOITE


Oiço-te arrastando tuas vestes
Tuas saias franzidas de escuridão
Assobiando pelas copas dos ciprestes
Sinto a tua presença e poder
Nas câmaras assombradas do breu
Oiço teus sons de amargura e prazer
Como rimas de um velho poeta
Que em qualquer esquina se esconde
Abrigado do vento e da chuva
Que lhe amadurece a fronte
Passas devagar e lentamente
Oh noite de Inverno chuvosa
Estragas até a manhã
Que amadurece medrosa
Espera ansiosa à espreita
O fim do dia de tempestade
Virás novamente mais logo
Não te cansa a idade
Oh noite…
Foto: Dizem que vive na transparência do sonho... - Mariah (olhares.aeiou.pt)

Comentários

red angel disse…
belos textos e imagens,continua o bom trabalho

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VERSO E REVERSO

Se eu fosse um verso Seria com certeza um verso do inverso Escrito de trás prá frente Ou visto á lupa e á lente Se eu fosse um verso Teria que ter uma poesia para nadar Uma frase para rimar Um texto, um mar pra navegar Se eu fosse um verso Podia rimar com várias poesias Uma nova todos os dias Se eu fosse um verso Só, apenas, um simples verso Monossilábico, mesmo do inverso Seria a só a palavra Que a poesia do verso Quisesse Que fosse Se eu fosse um verso seria um pássaro Que faz das frases ramos E das poesias enganos Se eu fosse um verso Seria eu verso Mesmo do inverso Seria meu E nenhuma poesia reclamaria É meu Mas era se fosse um verso Como não sou verso nem do inverso Sou apenas o inverso do verso Sou o reverso Foto: Rodinhas1. - Ed Ferreira ( olhares.aeiou.pt )

DESCULPA-ME

Sinto… Ter feito nascer tua tristeza Despertar a tua fina dor Sei que te fiz sentir mal Desculpa despertar o teu amor Sinto muito por amar-te afinal Desculpa tudo o que fiz Sinto muito por ser quem sou Amar-te foi o que quis Não sei agora O caminho Para onde vou Montado no meu corpo Saborear este amor Que no final Soube a nada e a pouco. Foto: India - Maaria Antónia Bueno (olhares.aeiou.pt)

zonzo

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