TAMBÉM ME CUSTA PODES CRER



Assim gasto e usado pela vida
Olhas para mim com desdém
Como se eu para ti
Já não fosse ninguém

É tão grande a tristeza
De ver-te com esse olhar
Que até de mim próprio
Começo a desdenhar

Estou mais velho do que queria
Também me custa, podes crer
Mas a finalidade da vida
É afinal viver ou morrer

Prefiro viver desdenhado
Gasto e usado pela vida
Desde que a teu lado
Possa fazer a despedida

Foto: Eternamente - Paulo Madeira (olhares.aeiou.pt)
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