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Este mar...

Fico quieto e mudo deste lado do horizonte
Deste lado do mar de todos os dias
Onde ser enrolam as ondas do mar sem laços
Onde perco os teus abraços
Onde cruzo o silêncio de um mar sem chão
Com a sombra dos braços teus
Que acenam um claro mas cinzento adeus
Uma vela, um barco ao longe, navegar de solidão
Encalhado numa praia onde não chegam as ondas
Desfazem-se fora dos olhos em voltas redondas
Onde verto em câmara lenta desgostos de não te olhar
Dava a vida toda para te ver chegar descalça sobre o mar
A viver deste lado do meu poema
A fazer-me companhia
Na construção do simples morfema
A beberes comigo a palavra fugidia
A desfolhar comigo as páginas do dia
Seres em carne e em paixão
A vida da minha poesia

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Outro Natal (outros Natais)

Foto: Raul Cordeiro (Praça da República - Portalegre) Somos construídos de pouca matéria e muita memória De pouco presente e muita história Deram-nos braços para abraçar Beijos para beijar Mãos para dar E um berço de palha para adorar Somos desde sempre fanáticos por estrelas Por caminhos e preces Pela esperança de um dia Pela luz da poesia Nascemos todos os anos no mesmo dia Natal E morremos os outros dias, todos Levantamos e baixamos os braços Dormimos em silêncio Pouco olhamos as estrelas Esmorecemos aos poucos Cavamos túmulos e escrevemos poemas Apregoamos grandes lemas Mas nem usamos os braços para dizer adeus Feliz Natal a todos os meus leitores Obrigado por continuarem a ler...