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MAIS UM ANO (ERRO HUMANO)

A todos os seguidores e leitores deste espaço:

UM ANO DE 2010 CHEIO DE POESIA





Se não me engano
Se isso é humano
Acaba agora o que começa
Uma parte da peça
Um ano
Não interessa se é normal
Quotidiano
Ou anual
Mas cai agora o pano
Sobre o ano
O que é normal
É humano
Ter esse feixe anornal
Herteziano
De saber quando acaba o ano
E começa outro ciclo anual
O que não é normal
É ter que viver mais o que não queremos
Ver o tempo passar e nada podermos
Ver acontecer o quotidiano
E mais um ano
Erro humano

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Foto: Raul Cordeiro (Praça da República - Portalegre) Somos construídos de pouca matéria e muita memória De pouco presente e muita história Deram-nos braços para abraçar Beijos para beijar Mãos para dar E um berço de palha para adorar Somos desde sempre fanáticos por estrelas Por caminhos e preces Pela esperança de um dia Pela luz da poesia Nascemos todos os anos no mesmo dia Natal E morremos os outros dias, todos Levantamos e baixamos os braços Dormimos em silêncio Pouco olhamos as estrelas Esmorecemos aos poucos Cavamos túmulos e escrevemos poemas Apregoamos grandes lemas Mas nem usamos os braços para dizer adeus Feliz Natal a todos os meus leitores Obrigado por continuarem a ler...