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Apelido: LUA


Aceitas que nas asas de um papagaio azul
Te ofereçam o mundo para iluminar
À margem de profecias corrompidas
Aceitas proteger o naufragar
És a parte feminina da noite
Serás suave 
A possuir o dia sem despedidas
Dizem que vivem em ti os poetas
Para olharem do céu a bola azul onde assentam os pés
Mas não a mente
E um poeta sente...
E o tempo atrás do tempo
Traz novidades nas asas de um papagaio azul
E cresces e minguas rumo ao sul
És crescente e minguante
Cheia e nova
Nem ele te é indiferente
Aparece apenas a medo de dia
E em segredo
Dizem que és pó mas és poesia
E apareces assim todas as noites
Nas asas de um papagaio de fantasia
Foto: Noite de pesca - Fernando José Mesquita dos Santos (olhares.aeiou.pt)

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VERSO E REVERSO

Se eu fosse um verso Seria com certeza um verso do inverso Escrito de trás prá frente Ou visto á lupa e á lente Se eu fosse um verso Teria que ter uma poesia para nadar Uma frase para rimar Um texto, um mar pra navegar Se eu fosse um verso Podia rimar com várias poesias Uma nova todos os dias Se eu fosse um verso Só, apenas, um simples verso Monossilábico, mesmo do inverso Seria a só a palavra Que a poesia do verso Quisesse Que fosse Se eu fosse um verso seria um pássaro Que faz das frases ramos E das poesias enganos Se eu fosse um verso Seria eu verso Mesmo do inverso Seria meu E nenhuma poesia reclamaria É meu Mas era se fosse um verso Como não sou verso nem do inverso Sou apenas o inverso do verso Sou o reverso Foto: Rodinhas1. - Ed Ferreira ( olhares.aeiou.pt )