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POR ACASO OLHEI CÉUS VERMELHOS EM MENINO


Penteei o cabelo e olhei o céu

Nuvem branca de neve entre os arraiais

Sedentária, sexual, cigana

Absorvendo os meus sinais

Será aquele reflexo o meu?

Cresci indígena entre trigais

Por acaso olhei céus vermelhos em menino

Dancei e corri arraiais

Mas quis a graça

E quis a vida que passa

Que escrever para ti

Fosse meu rubro destino

Por acaso, mas só por acaso

Não tenho medo

Que um amor semente, flor e fruto

Deixe um dia de ser um segredo

Foto: Girl with bikini... - Ludgero Alexandre N. Ribeiro (olhares.aeiou.pt)

Comentários

TERE disse…
Basta que se transforme em flor rubra e sublime para não merecer ficar em segredo...
Cigana sedentária?!!!Na fantasia, em contradição poética ou mesmo cigana que já não anda em frenesim de um lado para o outro...Li, gostei e da imagem tb.

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