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TU, MINHA SIMPLES NOITE (XII Concurso Luso-Poemas - (N)a escuridão da noite)


Se fosse apenas mais simples
Viajar pelo campo das tuas flores
E inconscientemente esmagar as minhas dores
Não estar amarrado à loucura dos sonhos
Mesmo que eles mudem em cada noite, em cada colina
Mesmo que os erros sejam o meu açoite
E seja cego n(a) escuridão da noite
Mesmo que seja noite de tempestade
E os relâmpagos sinais de vitória
Mesmo que escureça antes do fim da nossa história
Seja o amor amargo
Que eles nos abandone frios no breu
Que não compense a viagem
De mim para ti
Estimo os intervalos curtos dos trovões de Agosto
Lava a chuva o teu e o meu rosto
Lava o sono e deixa os sonhos
Mesmo que os erros sejam o meu açoite
E seja (eu) n(a) escuridão da noite
Mas acordado e desperto
À luz do teu excerto


Foto: Pássaro da Noite - Margarida Araújo (olhares.aeiou.pt)

Comentários

Thakau disse…
Gostei daqui! Muito bom!

Bjos

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VERSO E REVERSO

Se eu fosse um verso Seria com certeza um verso do inverso Escrito de trás prá frente Ou visto á lupa e á lente Se eu fosse um verso Teria que ter uma poesia para nadar Uma frase para rimar Um texto, um mar pra navegar Se eu fosse um verso Podia rimar com várias poesias Uma nova todos os dias Se eu fosse um verso Só, apenas, um simples verso Monossilábico, mesmo do inverso Seria a só a palavra Que a poesia do verso Quisesse Que fosse Se eu fosse um verso seria um pássaro Que faz das frases ramos E das poesias enganos Se eu fosse um verso Seria eu verso Mesmo do inverso Seria meu E nenhuma poesia reclamaria É meu Mas era se fosse um verso Como não sou verso nem do inverso Sou apenas o inverso do verso Sou o reverso Foto: Rodinhas1. - Ed Ferreira ( olhares.aeiou.pt )