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VIAGENS


Pensamentos silenciados, fumegantes

Em territórios de alfazema e alecrim

Luzes verdes cintilantes parecem falar de mim

Sons intermitentes, beligerantes


Não há nenhuma outra forma de viajar no tempo

Do que fazer o tempo chupar a memória

Alojada nesse cantinho efémero da nossa história

Por caminhos de infância como passatempo


Saro ao sol velhas feridas por sarar

Descoso o bolso das pedras das lembranças

E das minhas desditas heranças

E posso enfim respirar as melodias do olhar

Foto: allegro ma non troppo - Henrique Alfonso Triviño (olhares.aeiou.pt)


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