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O INVENTOR


Não peço desculpa

Mas reclamo para mim a verdade

De pensar e escrever no ar e no pensamento

De na minha ausência

Inventar palavras de inocência

Escrever a verdade

Sem cair nesse buraco negro

Da banalidade

De escrever com o sentido

De querer escrever para viver

E não para ser lido

De ser cirurgião das palavras

E operar os meus textos com pinças

E naquilo que seja tolice

Retirar o apêndice

E guloso da poesia

Deixar a palavra ir e o texto fluir

Pretensioso? Não, apenas cioso

Foto: Desisto! Vou-me embora... - Mafásiras (olhares.aeiou.pt)

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Foto: Raul Cordeiro (Praça da República - Portalegre) Somos construídos de pouca matéria e muita memória De pouco presente e muita história Deram-nos braços para abraçar Beijos para beijar Mãos para dar E um berço de palha para adorar Somos desde sempre fanáticos por estrelas Por caminhos e preces Pela esperança de um dia Pela luz da poesia Nascemos todos os anos no mesmo dia Natal E morremos os outros dias, todos Levantamos e baixamos os braços Dormimos em silêncio Pouco olhamos as estrelas Esmorecemos aos poucos Cavamos túmulos e escrevemos poemas Apregoamos grandes lemas Mas nem usamos os braços para dizer adeus Feliz Natal a todos os meus leitores Obrigado por continuarem a ler...