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COMO AS ASAS DE UM CISNE SUBMERSO


Esta noite é o desafio supremo

Podias atar o meu coração ao teu

Derrotar a escuridão

Deixar-te guiar pelo rio desta vida

Ao sabor de um simples remo

Deixar tua jangada vencer

Essa parede pesada de folhas molhadas

No cruzamento da noite: carvão preto de sonho

Deixar o teu e apanhar o meu jeito

De menino homem medronho

Suportar o aperto que bate no meu peito

Como as asas de um cisne submerso

Para que o nosso sonho pudesse responder

Às perguntas das estrelas do céu

E ao sabor doce deste verso

Foto: the Guardian. Dominique Heidy (olhares.aeiou.pt)

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